Efeito Manada: seu espaço e o do outro

O efeito manada é mais comum do que pensamos e impacta em várias áreas de nossas vidas. É comum vermos pessoas que acabam deixando de se impor enquanto personalidade em favor dos outros a sua volta.

Embora no dia a dia pareça ser algo simples, esse fenômeno pode impactar negativamente várias áreas. Como é o caso do mercado financeiro, quando um grupo começa a fazer maus negócios e cria uma bolha que pode até gerar uma crise econômica.

Além disso, Mina Whorms, palestrante no Ted Talk, faz uma boa colocação: a conformidade, ou efeito manada, não só impacta negativamente quem está no processo, mas também aqueles que não conseguem se encaixar no grupo. 

Por isso, que neste texto decidi explicar o que é efeito manada e como delimitar seu espaço e o do outro. Claro que este fenômeno tem lados positivos e negativos, portanto, vamos conhecê-los.

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O que é o efeito manada?

Efeito Manada é um processo em que um grupo de pessoas começam a “copiar” padrões de comportamento da maioria. Sendo que, normalmente, o objetivo é criar uma integração aos demais membros.

Nesta perspectiva, em seu livro, “Do mil ao milhão”,  o investidor Thiago Nigro ilustra: 

“Quem nunca, se deparou com alguém olhando para cima, observando algo que parece distante, e instintivamente olhou para cima também? Se a rua está movimentada, pode ser que em poucos minutos um pequeno aglomerado de pessoas esteja olhando para cima, mesmo sem fazer a mínima ideia do porquê”.

 

Deformação em favor do grupo

Uma das principais características do efeito manada é a “deformação da sua identidade”. Isso acontece porque o diferente pode causar estranhamento ou ser alvo de críticas.

Lembra de Mina Whorms? Ela conta que em sua adolescência era alvo de críticas por gostar muito de ler e estudar. Por isso, acabou escondendo esta parte de sua personalidade.

Aí é que está o pior prejuízo do efeito manada, pois ele retira sua individualidade. Imagina se tudo o que fosse fazer precisasse da aprovação de um grupo? 

 

Falsa ideia de escassez

Além disso, não é só nas nossas relações cotidianas que vemos a “conformidade” se apresentar, mas é usada como forma de marketing, fazendo com que compremos coisas que não precisamos ou tomemos atitudes enviesadas.

A noção de escassez é muitas vezes essa, um exemplo recente foi no início da Pandemia de Coronavírus, na qual um grande número de pessoas foram ao mercado comprar papel higiênico e alimento. Apenas devido a uma histeria coletiva.

O Black Friday também é uma data que mexe muito com esse lado do nosso inconsciente. É normal ver pessoas que não precisam de determinado produto indo às lojas, porque é vendida a ideia de que “se não comprar naquele momento, não haverá outra oportunidade para a compra”.

 

Criação do falso desejo

Da mesma forma, muitas campanhas publicitária criam o “falso desejo”, vemos frases como:

  • Oportunidade incrível…
  • É o que faltava para você…
  • Todo homem precisa….
  • Você ainda não…?

Depois disso, vemos massas de pessoas adquirindo produtos que não precisam. A troca recorrente de smartphones é um exemplo claro. É certo que inicialmente pode parecer algo irrelevante, mas os impactos ambientais deixados por esse consumidos podem ser desastrosos.

 

Ideia de pertencimento

No âmbito psicológico, ainda podemos citar a noção de pertencimento. Visto que muitas vezes deixamos de nos expressar em essência com medo de ser excluídos de determinado grupo.

Isso pode prejudicar, por exemplo, para que você tenha uma carreira de sucesso. Pois não temos como negar, verdadeiros gênios do século 21 conquistaram espaço por se empoderarem e permanecerem em seus sonhos, Elon Musk, Bill Gates, Steve Jobs, Stephen Hawking são alguns exemplos.

A psicóloga Letícia Zanini explica que “a segurança psicológica vem da auto aceitação, da preservação daquilo que faz sentido para você, sem que seja por pressão externa ou necessariamente para agradar alguém”.

 

Efeito Manada: pontos positivos

Claro que, sendo inerente a nossa constituição como humanidade, o efeito manada não é apenas um vilão, mas tem sim seu lado positivo. Alguns pontos são:

  • Pode auxiliar em momentos de desastres: seguir um grupo que está indo contra um incêndio ou fugindo de um ambiente violento, por exemplo.
  • Criar um senso de comunidade: essa é a essência desse efeito, criar uma unidade para fortalecer determinado grupo.
  • Dinamizar atividades: uma das possibilidades é potencializar um processo que não é tão criterioso, já que todos fazem a mesma coisa.

Ainda assim, é preciso estar em constante vigilância para que você não se deforme em frente às necessidades do grupo. Para tanto, você deve delimitar quais são suas capacidades e vontades pessoais e a do outro, vamos ver como fazer isso?

 

10 Dicas para não ser refém do efeito manada

Bom, é hora se empoderar e conquistar seu espaço, mesmo trabalhando com grande quantidade de pessoas:

 

1- Analise emoções abruptas

Uma das características do efeito manada é gerar emoções abruptas e sem muita explicação. Impulso de comprar algo, ir a determinado local, fazer um procedimento estético que todos estão fazendo, por exemplo, pode ser indícios de conformidade.

Para evitar ter ações com as quais vai se arrepender depois, sente e reflita antes de tomar a decisão por impulso.

2- Descubra quais são seus verdadeiros estímulos

Para contornar isso, você também pode mapear o que motiva. Tem pessoas que se sentem empolgadas ao:

  • Ver um filme, fazer exercícios.
  • Contribuir com uma causa.
  • Proporcionar bem estar a família.
  • Fazer trabalho voluntário.
  • Criar arte.

Saber disso pode ajudar no momento de tomada de decisões e evita que você faça ações randômicas.

3- Tenha alguém que exerça o poder do veto

Existem alguns casos especiais em que a pessoa é muito influenciável e tem dificuldades de recusar pedidos, se “todos” da firma vão ao happy hour por exemplo, ela aceita devido à pressão.

Neste caso, dá para ter uma pessoa de confiança próxima a você que exerça o poder do veto. O ideal é que ela ajude você a ver a situação sob um prisma diferente e te trazer para suas prioridades.

4- Crie um plano e siga-o

Para não se desviar de seus objetivos, o melhor é ter um plano de ação. Esse é o modo de sempre estar percorrendo um caminho que leve ao sucesso e evita distrações como o efeito manada.

5- Aprenda com a sua intuição

Da mesma forma, a intuição também é uma ferramenta potente que desenvolvemos. Embora muitos a considerem algo místico, ela se trata de uma busca por padrões que nosso cérebro faz.

Por exemplo, se você se propôs a economizar para trocar de carro e resolve participar de um churrasco, mas fica com aquela impressão de que não deveria ir. Ouça sua intuição, pois sua mente está tentando te ajudar.

 

6- Haja pela ética

Na dúvida, tome sempre decisões éticas, em muitos contextos de autoritarismo, a história já conta que “pessoas de bens” colaboraram com massacres devido a pressão da massa, como foi o caso do holocausto.

O Dr. Philip Zimbardo, do Mind Field, colocou vários participantes a teste e descobriu que a maioria deles acabavam tomando decisões antiéticas devido ao direito envolvido ou a terem recebido ordens de autoridades.

Por isso, se basear na ética ao tomar decisões sempre vai ser o melhor critério.

 

7- Não tenha medo de discordar

Sempre se posicione contra uma postura que você ache que seja prejudicial. Uma das características do efeito manada é que o indivíduo se sinta envergonhado e acaba sendo conivente com maldades.

Mas acredite, muitas vezes sua ação pode fazer a diferença, em uma situação em que alguém está punindo injustamente, por exemplo, você pode intervir e socorrer a vítima.

8- Quebre com esse ciclo

Além disso, pode acontecer de você chegar em um grupo que já trabalha de forma “alienada”, se questionar os procedimentos impostos ou como melhorá-los.

Ao invés de seguir cegamente, você tem a oportunidade de quebrar o ciclo vicioso dessas ações impensadas e criar uma nova dinâmica na equipe.

9- Não tome ações por impulso

Como vimos, as ações por impulso são o gargalo para decisões erradas. Ter estratégias, planejar com antecedência e frear é a saída.

10- Procure entender seu mindset

Para terminar, o melhor modo de delimitar seu espaço e o do outro é entendendo o que está por trás de seus processos cognitivos e sua linguagem.

 

Neste quesito a Programação Neurolinguística pode te ajudar, pois você aprenderá a filtrar o modo como se enuncia, entenderá as dinâmicas por trás da criação de rapport e empatia.

 

Além disso, pode lidar com seus medos, limitações e crenças que impedem você de se impor nos momentos necessários. Se está pensando onde pode estudar Programação Neurolinguística, saiba que o Instituto Pérola é referência internacional no assunto.

 

Eu como fundadora já tive contato com Robert Dilts que criou a universidade da PNL na Califórnia. Asseguro que nossa família está de braços abertos para recebê-lo.

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